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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ACI Digital: Bispos brasileiros criam Comissão de Acompanhamento da Reforma Política

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NOTÍCIAS DIÁRIAS · www.acidigital.com 










28 de novembro de 2013 







BRASILIA, 28 Nov. 13 (ACI) .- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na busca de exercer a sua missão Evangelizadora e ciente da necessidade de mudanças mais profundas e eficazes na realidade política Nacional, criou uma Comissão de Acompanhamento da Reforma Política, presidira por Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG).



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MANCHETES DO DIA 











VATICANO 
O Papa: Não impomos nada nem usamos nenhuma estratégia desleal para atrair os fiéis 
Vaticano lança iniciativa para devolver o sorriso para as crianças sírias 

AMÉRICA 
Thanksgiving ou Dia de Ação de Graças, uma festa profundamente católica 

BRASIL 
Bispos brasileiros criam Comissão de Acompanhamento da Reforma Política 

CONTROVÉRSIA 
Obama decide fechar a embaixada dos EUA no Vaticano: Mostra "antipatia" pelos católicos 





Católico em Dia 



Evangelho: 





Santo ou Festa: 



Um pensamento: 

Devemos amar a Deus porque Ele Deus, e a medida de nosso amor deve ser am-lo sem medida.

São Bernardo 













VATICANO 









VATICANO, 28 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Refletindo nesta manhã sobre a importância do diálogo inter-religioso, o Papa Francisco precisou que "não impomos nada" e nem "usamos nenhuma estratégia desleal" para atrair os fiéis à Igreja, mas "testemunhamos com alegria aquilo em que acreditamos e o que somos".

O Papa Francisco acolheu com estas palavras aos participantes na assembleia plenária do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso -que preside o Cardeal Jean-Louis Tauran- e que esteve dedicada ao tema "Membros de diferentes tradições religiosas na sociedade".

O Santo Padre disse que "o diálogo inter-religioso e a evangelização não se excluem, mas eles se alimentam reciprocamente. Não impomos nada, nós não usamos qualquer estratégia desleal para atrair os fiéis, mas testemunhamos com alegria,? com simplicidade aquilo em que acreditamos e o que somos. Com efeito, um encontro no qual cada um colocasse de? lado aquilo em que acredita, fingindo renunciar o que tem de mais? precioso, certamente não seria uma relação autêntica. Neste caso,? se? poderia falar de uma fraternidade fingida".

"O diálogo -explicou Francisco- não significa desistir de sua própria identidade quando se vai ao encontro do outro, e nem mesmo ceder a compromissos? com a fé e a moral cristã. Pelo contrário, ‘a verdadeira abertura implica manter-se firme em suas próprias convicções mais profundas, com uma identidade clara e alegre’ e, por isso, aberta a compreender as razões dos outros, capaz de relações humanas respeitosas, convictas que o encontro com quem é? diferente de nós, pode ser uma oportunidade de crescimento na fraternidade, enriquecimento e testemunho".

O Papa também destacou que "a Igreja católica é consciente do valor que reveste a promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diversas tradições religiosas. Compreendemos sempre mais sua importância, seja porque o mundo tornou-se, de qualquer modo, "menor", seja porque o fenômeno das migrações aumenta os contatos entre pessoas e comunidades de tradição, cultura e religião diferentes. Esta realidade interpela a nossa consciência de cristãos, é um desafio para a compreensão da fé e para a vida concreta das Igrejas locais, das paróquias, de muitíssimos crentes".

O Pontífice citou deste modo sua recente exortação apostólica "Evangelii gaudium" para reafirmar que "uma atitude de abertura na verdade e amor deve caracterizar o diálogo com os não crentes de religiões não cristãs, apesar dos vários obstáculos e dificuldades, especialmente o fundamentalismo de ambos os lados".

Efetivamente "não faltam? no mundo contextos nos quais a? convivência é difícil: frequentemente por? razões políticas ou econômicas que se sobrepõem às diferenças culturais e religiosas, contando também as incompreensões e erros do passado. Tudo é risco de gerar desconfiança e medo. Existe? apenas uma estrada para vencer esse medo, e é a do diálogo, o encontro marcado pela amizade e respeito".

O diálogo construtivo entre pessoas de tradições religiosas diversas "serve? também para superar um outro medo que encontramos,? infelizmente, em? aumento na sociedade? fortemente secularizada: o medo diante das? diferentes tradições religiosas e da dimensão religiosa em si. É difundido o pensamento que a convivência só seria possível escondendo a própria pertença religiosa, encontrando-se em? uma espécie de espaço neutro, desprovido de referências à transcendência".

"Mas também aqui, como seria possível criar relacionamentos verdadeiros,? construir uma sociedade que seja autêntica casa comum,? impondo por de lado o que cada um considera como uma parte íntima do próprio ser? Certo, é necessário que tudo aconteça no respeito das convicções dos outros,? também daqueles que não acreditam, mas devemos ter a coragem e a paciência de irmos ao encontro do outro por aquilo que somos".

"O futuro -concluiu o Papa- está na coexistência respeitosa da diversidade,? não na aprovação de um pensamento único, teoricamente neutro. Temos visto ao longo da história, a tragédia dos pensamentos únicos. Torna-se, por isso, imprescindível? o reconhecimento do direito fundamental à liberdade religiosa, em todas as suas dimensões. Sobre isso, o Magistério da Igreja se expressou nas últimas décadas? com grande empenho. Estamos convencidos de que, por essa via? passa a edificação da paz no mundo".

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VATICANO, 28 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, Cardeal Robert Sarah, apresentou no Escritório de Imprensa da Santa Sé a "missão sanitária para as crianças sírias refugiadas no Líbano", com o fim de "devolver-lhes o sorriso" a estes menores que tiveram que deixar seu país fugindo da violência.



Na apresentação também participaram o presidente do Bambin Gesú, Giuseppe Profiti; o responsável pelo Departamento de Dermatologia do mesmo hospital, May E Hachem; e o presidente da Cáritas Líbano, Pe. Simon Faddoul.



Durante a apresentação, o Cardeal Sarah recordou o chamado do Papa Francisco de "ajudar a população síria, além das diferenças étnicas ou religiosas", para assim "contribuir à pacificação e à edificação de uma sociedade aberta a todos os diversos componentes".



O Cardeal afirmou que graças a estas palavras nasceu a ideia do projeto "para que tragédias como as da Síria não voltem a acontecer". "Pensamos que o presente mais bonito que podemos fazer para ajudar as crianças que sofrem por causa da guerra síria é devolver-lhes o sorriso e que possam viver, acompanhando-lhes para que cresçam não só material, mas também espiritual e humanamente", acrescentou.



Segundo a ACNUR (Agência da ONU para os Refugiados) existem mais de dois milhões de sírios refugiados nos países do Oriente Médio e da zona do Mediterrâneo, dos quais mais de 700.000 se encontram no Líbano, 515.000 na Jordânia e 460.000 na Turquia. De todos eles, 52 por cento está composto por crianças menores e rapazes de 17 anos.



Para controlar a atividade de cooperação que está sendo realizada e as ajudas distribuídas, nasceu em junho passado em Beirute (Líbano) um escritório de informação e comunicação que permite adicionar todos os organismos católicos de caridade em uma área de grande significado histórico e espiritual para o cristianismo.



"Trata-se de uma estrutura fruto da colaboração dos organismos de caridade, que em nome da missão da Igreja universal decidiram compartilhar suas próprias habilidades e seu particular trabalho de testemunho", explicou o Cardeal. Afirmou que esta é a linguagem que a Igreja, toda unida, quer e deve falar... com todos os que sofrem necessidades e pobreza, não só material mas também espiritual".



A "Missão" começará a princípios de dezembro e terá uma duração inicial de três meses. Durante este tempo e com os recursos atribuídos se poderá ajudar de três a quatro mil crianças com os remédios necessários.

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AMÉRICA 









DENVER, 28 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Hoje nos Estados Unidos se celebra Thanksgiving ou o Dia de Ação de Graças que recorda o primeiro jantar de agradecimento em 1621 de um grupo de peregrinos com nativos, em que se agradeceu a Deus pela abundância de colheitas no novo mundo. O agora Arcebispo de Los Angeles (EUA), Dom José Gómez, explica por que esta festa é profundamente católica.

Em 2008 quando era ainda Arcebispo de Santo Antônio (Texas), Dom Gómez publicou no jornal Today’s Catholic um artigo onde explicava o sentido católico do Dia de Ação de Graças, "um dia especial, onde acima de tudo se celebra a unidade familiar. Com efeito, as famílias se reúnem no Thanksgiving com mais frequência que em qualquer outra festa, incluindo o Natal".

O Prelado relata que "antes da ‘primeira’ celebração do Thanksgiving, em 1621 em terras norte-americanas, no dia 30 de abril de 1598, no Texas, Dom Juan de Oñate já tinha declarado oficialmente um ‘Dia de Ação de Graças’, que foi comemorado com o santo sacrifício da Missa".

Oñate, conta o Prelado, "fez o mais propriamente católico: celebrar a Eucaristia, uma palavra que vem do termo grego Eukaristein, e que significa, precisamente ‘ação de graças’".

"Esta é a razão pela qual, embora a Thanksgiving não seja um dia de preceito no calendário católico, o calendário litúrgico da Igreja nos Estados Unidos o celebra com a solenidade de duas leituras –uma do Antigo e outra do Novo Testamento– e com uma emblemática leitura do Evangelho de Lucas: a passagem do ‘Magnificat’" de Maria.

Dom Gómez ressalta que "embora a Virgem Maria o tenha vivido de maneira única e privilegiada, todos (…) podemos elevar nossa ação de graças a Deus porque nos deu mais do que imaginamos ou merecemos, simplesmente porque, como nos diz nossa Santa Mãe, Ele fez obras grandes por nós, e seu nome é santo".

"Por isso, os católicos não só temos que celebrar o Dia de Ação de Graças com profundo espírito de oração, agradecimento e alegria, como também a celebração deste dia deve nos levar a recordar que nossa vida como católicos é uma constante ação de graças. Através dos nossos atos da vida cotidiana, que devem todos eles dar glória a Deus, e de maneira especial através da celebração da Eucaristia".

O atual Arcebispo de Los Angeles, a maior arquidiocese dos Estados Unidos, recorda também que "este fim de semana iniciamos o tempo especial do Advento. Através dele nos preparamos para receber o supremo presente de Deus: seu próprio Filho, feito um de nós para reconciliar à humanidade".

"Rezo –conclui– de todo coração a nossa Santa Mãe, a grande agradecida do Senhor, para que nos prepare com um coração cheio de ação de graças para os grandes mistérios do Natal".

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BRASIL 









BRASILIA, 28 Nov. 13 (ACI) .- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na busca de exercer a sua missão Evangelizadora e ciente da necessidade de mudanças mais profundas e eficazes na realidade política Nacional, criou uma Comissão de Acompanhamento da Reforma Política, presidira por Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG). 

No mês de outubro durante o Conselho Permanente da CNBB (Consep) entregou aos Bispos uma carta com o objetivo de informá-los sobre os últimos acontecimentos referentes à reforma e também de convocar a todos os bispos a acompanharem e participarem, em suas Dioceses e Regionais, do movimento que se iniciou recentemente na busca de assinaturas. 

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, o passo da realização de coletas de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, fará com que o Projeto tome grande valor ao ser levado para o Congresso Nacional, pois terá a participação direta da população civil. 

O movimento que se iniciou recente mente foi nominado de Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, foi lançada no mês de setembro por 43 entidades da sociedade civil, com o objetivo de impulsionar uma campanha “cívica, unificada e solidária” para efetivar a Reforma Política e fortalecer os meios para alcançar a democracia direta com base nos seguintes pontos:
proibição do financiamento privado e instauração do financiamento público para as campanhas eleitorais; extinção do sistema de voto dado ao candidato individualmente nos casos de vereadores e deputados e adoção do sistema eleitoral do voto em listas pré-ordenadas constituindo o sistema ‘voto transparente’; regulamentação do artigo 14 da Constituição em favor da democracia direta; maior participação de populações sub-representadas nas instâncias políticas e partidárias; e outros.

A intenção é coletar mais de 1,5 milhão de assinaturas para que a proposta se torne um projeto de lei de iniciativa popular e, se for tratado rapidamente pelos congressistas, já possa valer para as eleições de 2014.

Nesta quarta-feira a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil entidades que integram a Coalizão Democrática promovem no dia 27 de novembro, o Dia Nacional de Coleta de Assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.

Brasília (DF), será o centro da atenções hoje às 16h, pois haverá uma concentração dos participantes do movimento em frente ao Museu Nacional, onde em seguida todos sairão em direção a Rodoviária do Plano Piloto com o objetivo de coletar assinaturas para que o projeto de lei possa ser levado ao Congresso Nacional. 

Durante o evento estarão presentes representantes das instituições que apoiam o movimento Coalizão. A Comissão de Acompanhamento da Reforma Política estará representada por seu presidente dom Joaquim Mol (bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG). A CNBB estará representada por seu presidente, Dom Raymundo Damasceno Assis (arcebispo de Aparecida, SP). 

Dom Mol afirma que a iniciativa também é uma oportunidade de se criar consciência de cidadania e participação popular. 


Veja o Projeto na Integra: 

Veja o Manifesto: 

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CONTROVÉRSIA 









WASHINGTON DC, 28 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- A decisão do governo dos Estados Unidos, encabeçado por Barack Obama, de fechar sua embaixada na Santa Sé, e transladar os escritórios respectivos a um anexo da embaixada na Itália, "é outra manifestação da antipatia deste governo tanto pelos católicos, como pelo Vaticano, e pelos cristãos no Oriente Médio", disse o ex-embaixador desse país junto a Santa Sé, James Nicholson.

Em declarações ao site Catholic Vote, Nicholson, que foi embaixador ante a Santa Sé entre 2001 e 2005, advertiu que a embaixada no Vaticano tem uma posição estratégica "para intermediações em tantas soberanias, mas particularmente no Oriente Médio".

Fazendo referência ao momento atual, ele diz que não é um "bom momento para diminuir o tamanho desta intermediação. Diminuir o tamanho deste posto é diminuir a sua influência".

De acordo ao informado pelo Departamento de Estado dos EUA à imprensa local em 25 de novembro, a decisão de fechar a embaixada no Vaticano se deve a razões econômicas, procurando economizar 1,4 milhões de dólares ao ano.

Entretanto, James Nicholson assegurou que "o Departamento de Estado há muito tempo queria fazer isso. Surgiu quando eu era embaixador. Expliquei-lhes a loucura disto e deixaram de lado. Mas agora parecem determinados a fazê-lo".

A percepção com esta decisão, apontou, é "que os Estados Unidos estão mostrando uma falta de apreciação pela importância do Vaticano como parceiro diplomático".

Para o Catholic Vote, a decisão do governo de Obama se deve a que "os grupos anti-familia odeiam o Vaticano. No cenário internacional, o Vaticano é um feroz promotor da liberdade religiosa, da dignidade de toda vida humana e da família tradicional. E a Santa Sé se opôs vigorosamente ao imperialismo pró-aborto promovido pelo Planned Parenthood e outros durante décadas".

Planned Parenthood, a maior companhia abortista do mundo, apoiou com 15 milhões de dólares à campanha para a reeleição de Barack Obama, e assumiu o crédito por sua vitória em novembro de 2012.

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CATEDRAIS MEDIEVAIS O retorno das pombas à catedral de Dijon




CATEDRAIS MEDIEVAIS






Posted: 26 Nov 2013 11:30 PM PST





As gárgulas da catedral de Dijon passavam muito frio no Natal


Na Borgonha, as pedras nunca são brancas por vontade de Deus.




Ao contrário, com o passar dos anos e dos séculos elas ficam bem cinzentas e até pretas.




No alto da catedral, as gárgulas – aquelas esculturas de animais quiméricos colocadas para dar vazão às águas de chuva e qualquer outra sujeira tirada por esta do telhado –, sempre bem alinhadas, estavam mais do que feias.




Mais. Sentiam-se doentes e tristes no seu pétreo silêncio.




Por obra dos entalhadores, elas tinham formas de diabos, monstros e animais horríveis. 




O vento, a chuva, as geadas, as fumaças, tudo contribuía para deixá-las mais estragadas, repulsivas e decadentes.




Acontecia também – e ninguém sabia explicar – que as pombas tinham diminuído em número, a ponto de quase desaparecerem.




Só restavam algumas, mas estavam velhas e doentes. Já não se via seu vulto branco no céu e nos galhos das árvores.







A Virgem Negra da catedral de Dijon


Elas não mais arrulhavam como outrora nos jardins.




O Natal foi se aproximando, e com ele o frio, o vento gélido e os nevoeiros do inverno que estragavam as gárgulas. 




Uma noite gelou de rachar a pedra, que rachou verdadeiramente numa noite de lua: o gelo fez estourar encanamentos e gárgulas.




Essa tragédia desencadeou uma revolta. Enquanto os homens dormiam, as gárgulas saíram de seu sono pétreo, reuniram-se num conciliábulo noturno e tomaram uma grande decisão.




Dias atrás elas tinham ouvido que na capela da Virgem Negra, na catedral, havia sido montado um grande presépio.




Dizia-se que ali havia velas, luz, calor.




Na véspera, os sinos haviam repicado com maior força e toda a cidade fora visitar o referido presépio.




Mais tarde, as pessoas voltaram felizes às suas casas aquecidas, enquanto as portas da catedral eram fechadas.







Ouviram que o mais belo Menino estava lá


As gárgulas haviam visto aquele espetáculo.




Mais: do alto da catedral, elas contemplavam de um extremo a outro da cidade centenas de janelas iluminadas nos aconchegantes lares.




Ainda ouviram elas que dentro da capela podia-se ver o mais belo bebê que nasceu na Terra.




As gárgulas chegaram a um acordo: embora feitas de pedra estragada pelo frio, elas se refugiariam na capela e falariam com o Menino.




Acabariam com aquele frio e, além do mais, fariam alguma coisa inusual!




Na hora mais pesada da noite, começaram elas a se movimentar, cada uma mais feia do que a outra, mais enegrecida e suja do que a vizinha, mais torta e espantosa do que se podia imaginar.




Agrupadas se pareciam mais com um bando de corvos negros.




Elas eram dezenas e voavam em torno do campanário à procura de alguma entrada. Assim que a descobriram enfiaram-se todas dentro num só e sinistro voo.







Quando o Menino as viu chegar chorou de espanto


Quando o Menino as viu chegar com suas enormes asas pretas e repugnantes bicos pontiagudos, começou a chorar de horror.




Nem sua Mãe conseguia acalmar seu choro de medo.




Apavorados pelo pânico que eles próprios tinham suscitado, os corvos-gárgulas retrocederam.




E se reuniram de lado de fora, numa hora em que a neve começara a cair.




Puseram-se então a discutir o que fazer. 




A disputa foi longe e não chegavam a um acordo. Voltar ao teto da catedral? Que horror! Que frio!




Mas fazer chorar um recém-nascido era um crime insuportável!




Finalmente, decidiram voltar à capela, devagarzinho, em boa ordem, calmamente, com silêncio e disciplina.







Na segunda vez, vendo-as o Menino riu


Quando o Menino os viu, começou a rir. E o fazia a plenos pulmões de gáudio e satisfação.




Os corvos-gárgulas não acreditavam no que viam. Eles, esses monstros alegravam o Menino?




Eles se olharam uns aos outros e atinaram com estupefação que não se pareciam mais corvos.




A neve que caíra sobre eles do lado de fora os tinha recoberto com seu manto branco.




Vendo-os chegar, a Mãe daquela divina Criança voltou seu olhar com um sorriso apiedado para o tabernáculo, e rogou para que a neve branca e delicada que os cobria nunca mais derretesse.




Se aqueles pássaros não assustaram o Menino era porque sua plumagem tinha ficado suave, sedosa e alva.




Foi assim que numa bela manhã de Natal os habitantes de Dijon viram que as pombas haviam reaparecido voando sobre a catedral.




É por isso também que os guias honestos contam aos turistas que as gárgulas hoje existentes na catedral não são as originais, mas meras cópias.





(Fonte: Sophie e Béatrix Leroy d'Harbonville, "Au rendez-vous de la Légende Bourguignonne", ed. S.A.E.P., Ingersheim 68000, Colmar, França)
























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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ACI Digital: Quem pratica a misericórdia não teme a morte!, clama o Papa

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27 de novembro de 2013 






Reflexão sobre a morte, a ressurreição e a esperança na vida eterna


VATICANO, 27 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- "Quem pratica a misericórdia não teme a morte!", foi o clamor do Papa Francisco nesta manhã em sua catequese da audiência geral, no meio do intenso frio da Praça de São Pedro onde milhares de fiéis escutaram com atenção a reflexão do Santo Padre sobre a vida eterna e a esperança que dá a ressurreição de Cristo.



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MANCHETES DO DIA 











VATICANO 
Quem pratica a misericórdia não teme a morte!, clama o Papa 
O Papa na Evangelii Gaudium: A homilia não pode ser um espetáculo de divertimento 
Educar o pensamento crítico para vencer o relativismo exorta o Papa na Evangelii Gaudium 
A profunda oração do Papa à Virgem Maria na Evangelii Gaudium 

MUNDO 
A rede de televisão CNN em espanhol entrevistou o diretor do Grupo ACI sobre a exortação Evangelii Gaudium do Papa Francisco 
Mensagem dos Bispos africanos ressalta chamado à paz e respeito à liberdade religiosa 





Católico em Dia 



Evangelho: 





Santo ou Festa: 



Um pensamento: 

Quanto mais tentado fores, saiba que s mais amado. Ningum deve ser reputado servo de Deus at que passe pelas tentaes e aridez.

São Francisco de Assis 













VATICANO 









VATICANO, 27 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- "Quem pratica a misericórdia não teme a morte!", foi o clamor do Papa Francisco nesta manhã em sua catequese da audiência geral, no meio do intenso frio da Praça de São Pedro onde milhares de fiéis escutaram com atenção a reflexão do Santo Padre sobre a vida eterna e a esperança que dá a ressurreição de Cristo.



O Santo Padre afirmou que "a solidariedade no partilhar a dor e infundir esperança é premissa e condição para receber por herança aquele Reino preparado para nós. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensem bem nisto: quem pratica a misericórdia não teme a morte! Vocês estão de acordo? Digamos juntos para não esquecê-lo? Quem pratica a misericórdia não teme a morte. E por que não teme a morte? Porque a olha em face das feridas dos irmãos e a supera com o amor de Jesus Cristo".



O Papa explicou que "entre nós, comumente, há um modo errado de olhar para a morte. A morte diz respeito a todos, e nos interroga de modo profundo, especialmente quando nos toca de modo próximo, ou quando atinge os pequenos, os indefesos de maneira que nos resulta "escandalosa".? A mim sempre veio a pergunta: por que sofrem as crianças? Por que morrem as crianças?"



"Se entendida como o fim de tudo, a morte assusta, aterroriza, transforma-se em ameaça que infringe todo sonho, toda perspectiva, que rompe toda relação e interrompe todo caminho. Isso acontece quando consideramos a nossa vida como um tempo fechado entre dois pólos: o nascimento e a morte; quando não acreditamos em um horizonte que vai além daquele da vida presente; quando se vive como se Deus não existisse".



Esta concepção da morte, disse logo o Papa, "é típica do pensamento ateu, que interpreta a existência como um encontrar-se casualmente no mundo e um caminhar para o nada. Mas existe também um ateísmo prático, que é um viver somente para os próprios interesses e viver somente para as coisas terrenas. Se nos deixamos levar por esta visão errada da morte, não temos outra escolha se não ocultar a morte, negá-la ou banalizá-la, para que não nos cause medo".



"Mas a essa falsa solução se rebela o "coração" do homem, o desejo que todos nós temos de infinito, a nostalgia que todos temos do eterno. E então qual é o sentido cristão da morte? Se olhamos para os momentos mais dolorosos da nossa vida, quando perdemos uma pessoa querida – os pais, um irmão, uma irmã, um cônjuge, um filho, um amigo – nos damos conta de que, mesmo no drama da perda, mesmo dilacerados pela separação, sai do coração a convicção de que não pode estar tudo acabado, que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós que nos diz que a nossa vida não termina com a morte".



O Santo Padre ressaltou que "esta sede de vida encontrou a sua resposta real e confiável na ressurreição de Jesus Cristo. A ressurreição de Jesus não dá somente a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós. Se vivemos unidos a Jesus, fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com sabedoria e serenidade mesmo a passagem da morte. A Igreja, de fato, prega: "Se nos entristece a certeza de dever morrer, consola-nos a promessa da imortalidade futura". Uma bela oração esta da Igreja!".



"Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua imensa misericórdia, estarei preparado para aceitar o último momento da minha existência terrena como o definitivo abandono confiante em suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar face-a-face o seu rosto. Essa é a coisa mais bela que pode nos acontecer: contemplar face-a-face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-Lo como Ele é, belo, cheio de luz, cheio de amor, cheio de ternura. Nós caminhamos para este ponto: ver o Senhor".



Neste horizonte, disse o Pontífice, "se compreende o convite de Jesus a estar sempre prontos, vigilantes, sabendo que a vida neste mundo nos foi dada também para preparar a outra vida, aquela com o Pai Celeste. E para isto há um caminho seguro: preparar-se bem para a morte, estando próximo a Jesus. Esta é a segurança: o meu preparo para a morte estando próximo a Jesus. E como se fica próximo a Jesus? Com a oração, nos Sacramentos e também na prática da caridade".



"Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados. Ele mesmo identificou-se com eles, na famosa parábola do juízo final, quando disse: ‘Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, era peregrino e me acolhestes, nu e me vestistes, enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim…Tudo aquilo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes’. Portanto, um caminho seguro é recuperar o sentido da caridade cristã e da partilha fraterna, cuidar das feridas corporais e espirituais do nosso próximo".



Para concluir o Papa assegurou que "se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no céu, na pátria bem aventurada, para a qual estamos caminhando, desejando habitar para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com Nossa Senhora e com os santos".

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VATICANO, 27 Nov. 13 (ACI) .- Na primeira exortação apostólica do seu pontificado intitulada "Evangelii Gaudium", o Papa Francisco ressaltou que "a homilia não pode ser um espetáculo de divertimento, não corresponde à lógica dos recursos mediáticos, mas deve dar fervor e significado à celebração".

Pela importância do tema, o Santo Padre dedica uma seção deste documento a explicar como deve ser a homilia: "é um gênero peculiar, já que se trata de uma pregação no quadro duma celebração litúrgica; por conseguinte, deve ser breve e evitar que se pareça com uma conferência ou uma lição".

No numeral 138, o Papa afirma que "o pregador pode até ser capaz de manter vivo o interesse das pessoas por uma hora, mas assim a sua palavra torna-se mais importante que a celebração da fé. Se a homilia se prolonga demasiado, lesa duas características da celebração litúrgica: a harmonia entre as suas partes e o seu ritmo.".

"Quando a pregação se realiza no contexto da Liturgia, incorpora-se como parte da oferenda que se entrega ao Pai e como mediação da graça que Cristo derrama na celebração. Este mesmo contexto exige que a pregação oriente a assembleia, e também o pregador, para uma comunhão com Cristo na Eucaristia, que transforme a vida. Isto requer que a palavra do pregador não ocupe um lugar excessivo, para que o Senhor brilhe mais que o ministro".

O Papa Francisco assegura também que "a homilia é o ponto de comparação para avaliar a proximidade e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo. De fato, sabemos que os fiéis lhe dão muita importância; e, muitas vezes, tanto eles como os próprios ministros ordenados sofrem: uns a ouvir e os outros a pregar. É triste que assim seja. A homilia pode ser, realmente, uma experiência intensa e feliz do Espírito, um consolador encontro com a Palavra, uma fonte constante de renovação e crescimento".

Depois de colocar como exemplo a pregação de São Paulo, o Papa assinala que "a proclamação litúrgica da Palavra de Deus, principalmente no contexto da assembleia eucarística, não é tanto um momento de meditação e de catequese, como sobretudo o diálogo de Deus com o seu povo, no qual se proclamam as maravilhas da salvação e se propõem continuamente as exigências da Aliança".

"Reveste-se de um valor especial a homilia, derivado do seu contexto eucarístico, que supera toda a catequese por ser o momento mais alto do diálogo entre Deus e o seu povo, antes da comunhão sacramental. A homilia é um retomar este diálogo que já está estabelecido entre o Senhor e o seu povo".

Aquele que prega, prossegue, "deve conhecer o coração da sua comunidade para identificar onde está vivo e ardente o desejo de Deus e também onde é que este diálogo de amor foi sufocado ou não pôde dar fruto".

O Papa alerta logo que "a pregação puramente moralista ou doutrinadora e também a que se transforma numa lição de exegese reduzem esta comunicação entre os corações que se verifica na homilia e que deve ter um caráter quase sacramental: ‘A fé surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo’".

"Na homilia, a verdade anda de mãos dadas com a beleza e o bem. Não se trata de verdades abstratas ou de silogismos frios, porque se comunica também a beleza das imagens que o Senhor utilizava para incentivar a prática do bem. A memória do povo fiel, como a de Maria, deve ficar transbordante das maravilhas de Deus. O seu coração, esperançado na prática alegre e possível do amor que lhe foi anunciado, sente que toda a palavra na Escritura, antes de ser exigência, é dom".

Para o Santo Padre, "falar com o coração implica mantê-lo não só ardente, mas também iluminado pela integridade da Revelação e pelo caminho que essa Palavra percorreu no coração da Igreja e do nosso povo fiel ao longo da sua história".

A identidade cristã, precisa, "que é aquele abraço batismal que o Pai nos deu em pequeninos, faz-nos anelar, como filhos pródigos – e prediletos em Maria –, pelo outro abraço, o do Pai misericordioso que nos espera na glória. Fazer com que o nosso povo se sinta, de certo modo, no meio destes dois abraços é a tarefa difícil, mas bela, de quem prega o Evangelho".

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VATICANO, 27 Nov. 13 (ACI) .- Em sua primeira Exortação Apostólica, Evangelii Gaudium (O Gozo do Evangelho), o Papa Francisco assinala que a secularização reduziu a fé e a Igreja a um âmbito privado e íntimo, nega toda transcendência, provoca uma deformação ética, e o enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social, assim como o progressivo aumento do relativismo que desorienta a adolescência e a juventude, por isso é necessário ensinar a pensar criticamente para oferecer um caminho de "amadurecimento nos valores".

Para explicar isto o Santo Padre recorda a reflexão dos Bispos norte-americanos onde assinalam que há aqueles que dizem que a Igreja "insiste" em promover normas morais objetivas que são "injustas" e "opostas aos direitos humanos básicos" criando nas pessoas um "convencionalismo particular" e que a sua vez interfere na liberdade individual.

Este tipo de pensamento, diz o Papa, deve-se à "forma de relativismo moral, que se une consistentemente a uma confiança nos direitos absolutos dos indivíduos".

Na exortação ressalta também que a saturação indiscriminada de informação produz "uma tremenda superficialidade no momento de enquadrar as questões morais".

Em outra parte do documento menciona que "numa cultura onde cada um pretende ser portador duma verdade subjetiva própria, torna-se difícil que os cidadãos queiram inserir-se num projeto comum que vai além dos benefícios e desejos pessoais", prejudicando não só à Igreja, mas também à vida social.

Além disso, o Papa fala do relativismo que se desenvolve nos agentes pastorais que "aparentemente dispõem de sólidas convicções doutrinais e espirituais", mas seu estilo de vida faz com que se agarrem ao poder, à glória humana, à segurança econômica, "em vez de dar a vida pelos outros na missão".

"Este relativismo prático é agir como se Deus não existisse, decidir como se os pobres não existissem, sonhar como se os outros não existissem", explica em sua exortação.

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VATICANO, 27 Nov. 13 (ACI) .- Ao concluir a exortação apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco eleva uma especial oração à Virgem Maria na qual lhe pede que todos os cristãos digam "sim" diante da urgência de "fazer ressoar a Boa Notícia de Jesus".

A seguir a oração completa:

Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.

Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.

Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.

Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.

Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.

Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amen. Aleluia!

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MUNDO 









DENVER, 27 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Alejandro Bermúdez, diretor do Grupo ACI, concedeu ontem uma entrevista ao vivo à jornalista Patricia Janiot do programa Nuestro Mundo, transmitido pela rede de televisão CNN em Espanhol, na qual explicou o conteúdo da exortação apostólica Evangelii Gaudium.

O diretor do Grupo ACI considerou que a primeira exortação apostólica do Papa Francisco pode "ser o documento de um Pontífice mais lido dos últimos 30 anos, porque é muito fácil de entender e porque diz as coisas diretamente".

Neste documento, indicou Bermúdez, o Papa Francisco "não somente elabora os princípios, mas também tira as consequências práticas cotidianas".

A linguagem utilizada pelo Santo Padre na Evangelii Gaudium é "muito mais coloquial, muito mais fácil de entender", assinalou, apesar de ser um documento extenso.

O que o Papa está pedindo em sua exortação apostólica, assinalou Bermúdez, é "uma mudança de conceito que os católicos têm que ter", pois "o fato de anunciar Jesus Cristo não tem que ser visto como uma obrigação, uma responsabilidade, uma carga, mas como consequência de estar alegre. Porque quando a gente está alegre, nota-se".

"Com esta linguagem coloquial, de alguma forma revolucionária, está dizendo a mesma coisa que disseram os Pontífices anteriores, mas com uma linguagem muito mais fácil de entender", assinalou.


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ROMA, 27 Nov. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Inspirados na passagem do Evangelho de São Marcos "O reino de Deus está próximo. Convertei-vos e acreditai na Boa Notícia", os Bispos Católicos da República africana de Sudão do Sul, emitiram uma mensagem pastoral de esperança e ânimo dirigida não só aos cristãos, mas também a toda pessoa de boa vontade no país e na comunidade internacional, ressaltando a importância de velar pela paz e pela liberdade religiosa na nação.

"Sabemos que a paz e a justiça só se pode conseguir com o diálogo e a colaboração", afirmaram os Prelados recordando os ensinamentos da Encíclica Pacem in Terris de 1963, escrita pelo Pontífice e próximo santo para a Igreja, João XXIII, que na primeira parte do documento assinala também os deveres e direitos humanos.

Esta mensagem dos Bispos sudaneses é a conclusão do encontro que eles tiveram na cidade de Juba de 12 a 15 de novembro, onde também refletiram sobre os ensinamentos da primeira Encíclica do Papa Francisco, Lumen Fidei "que nos recorda que não estamos sozinhos, a fé nasce de um encontro".

Os Prelados pedem que se preste atenção "a nossas palavras de advertência e esperança" e também reconheceram com gratidão o trabalho para promover a paz que realizam os clérigos fiéis, religiosos e leigos, "mais ainda com suas orações, sem a qual não pode haver êxito", animando-os a seguirem adiante.

"A paz não virá sem o respeito aos direitos humanos e estes direitos estão baseados nos conceitos da dignidade de cada pessoa humana, criada a imagem e semelhança de Deus", expressaram.

Também assinalam que há muito que celebrar na nova República de Sudão do Sul, e que construir uma nova nação não é tarefa fácil, muitas das pessoas estão vivendo em paz e democracia pela primeira vez em décadas, "existe liberdade religiosa e a capacidade de praticar a fé sem obstáculos com muçulmanos, cristãos e seguidores da religião tradicional africana".

Entretanto, existe entre os cidadãos uma sensação de que "algo não anda bem" já que existe paz quanto à ausência de uma violência generalizada, mas existe a preocupação pela corrupção e nepotismo que há no governo, "nossos líderes deveriam ser servidores e não patrões que procuram o poder para eles e não para a sua própria comunidade".

Os Bispos agradeceram os esforços da comunidade internacional e das organizações sem fins lucrativos que ajudaram as comunidades locais nas dificuldades durante os dias de guerra. "Sudão do Sul continuará enfrentando desafios, e pediremos ajuda a Deus para sair adiante com esperança".

Também fizeram menção ao sofrimento que padecem as pessoas afetadas pelas inundações causadas pelas fortes chuvas que atingem o país que levou que muitos tenham perdido suas moradias, portanto pedem a Deus que ajude a reconstruir suas vidas.

Da mesma maneira mostraram sua solidariedade com o povo das Filipinas, onde muitos morreram também por inundações. A mensagem abrange entre tantos temas, problemas locais que foram solucionados ou que se está procurando soluções.

A Igreja em Sudão do Sul goza de credibilidade e tem autoridade moral para desempenhar um papel no processo da "reconciliação que vem de Deus e que não se pode realizar sem Deus", portanto a reconciliação de todos é sua missão.

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