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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Angelus, 6 de abril de 2014



Angelus, 6 de abril de 2014







FranciscoAngelus - Regina Cæli2014Angelus, 6 de abril de 2014



PAPA FRANCISCO

ANGELUS

Praça de São Pedro
V Domingo de Quaresma, 6 de Abril de 2014

Vídeo



Amados irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste quinto domingo de Quaresma narra-nos a ressurreição de Lázaro. É o ápice dos «sinais» prodigiosos realizados por Jesus: trata-se de um gesto muito, demasiado grande, claramente divino para ser tolerado pelos sumos sacerdotes, os quais, tendo sabido do facto, tomaram a decisão de matar Jesus (cf. Jo 11, 53).

Lázaro já estava morto há três dias; e às irmãs Marta e Maria Ele disse palavras que se gravaram para sempre na memória da comunidade cristã. Jesus diz assim: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem acredita em Mim, mesmo morrendo, viverá; todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá eternamente» (Jo 11, 25). Sobre esta Palavra do Senhor nós acreditamos que a vida de quem crê em Jesus e segue os seus mandamentos, depois da morte será transformada numa vida nova, plena e imortal. Assim como Jesus ressuscitou com o próprio corpo, mas não voltou a uma vida terrena, também nós ressurgiremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos. Ele espera por nós junto do Pai, e a força do Espírito Santo, que O ressuscitou, ressuscitará também quem estiver unido a Ele.

Diante do túmulo fechado do amigo Lázaro, Jesus «bradou em voz alta: Lázaro, sai para fora! E o morto saiu, com os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto com um sudário» (vv. 43-44). Este brado peremptório é dirigido a cada homem, porque todos estamos marcados pela morte, todos nós; é a voz d’Aquele que é o dono da vida e quer que todos «a tenhamos em abundância» (Jo 10, 10). Cristo não se resigna com os sepulcros que nos construímos com as nossas escolhas de mal e de morte, com os nossos erros, com os nossos pecados. Ele não se resigna a isto! Ele convida-nos, quase nos ordena, que saiamos do túmulo no qual os nossos pecados nos fizeram cair. Chama-nos insistentemente a sair da escuridão da prisão na qual nos fechamos, contentando-nos com uma vida falsa, egoísta, medíocre. «Sai!», diz-nos, «Sai!». É um bom convite à verdadeira liberdade, a deixar-nos alcançar por estas palavras de Jesus que hoje repete a cada um de nós. Um convite a deixar-nos libertar das «faixas», das faixas do orgulho. Porque o orgulho torna-nos escravos, escravos de nós mesmos, escravos de tantos ídolos, de tantas coisas. A nossa ressurreição começa por aqui: quando decidimos obedecer a este mandamento de Jesus saindo para a luz, para a vida; quando caem do nosso rosto as máscaras — muitas vezes nós estamos mascarados pelo pecado, as máscaras devem cair! — e não encontramos a coragem do nosso rosto original, criado à imagem e semelhança de Deus.

O gesto de Jesus que ressuscita Lázaro mostra até onde pode chegar a força da Graça de Deus, e portanto até onde pode chegar a nossa conversão, a nossa mudança. Mas reparai: não há limite algum à misericórdia divina oferecida a todos! Não há limite algum à misericórdia divina oferecida a todos! Recordai-vos bem desta frase. E podemos dizê-la todos juntos: «Não há limite algum à misericórdia divina oferecida a todos». Digamo-lo juntos: «Não há limite algum à misericórdia divina oferecida a todos». O Senhor está sempre pronto a levantar a pedra do sepulcro dos nossos pecados, que nos separa d’Ele, a luz dos vivos.

Depois do Angelus

Terá lugar amanhã no Ruanda a comemoração do XX aniversário do início do genocídio perpetrado contra os Tutsi em 1994. Nesta circunstância desejo expressar a minha paterna proximidade ao povo ruandês, encorajando-o a prosseguir, com determinação e esperança, o processo de reconciliação que já manifestou os seus frutos, e o compromisso de reconstrução humana e espiritual do país. A todos digo: não tenhais medo! Sobre a rocha do Evangelho construí a vossa sociedade, no amor e na concórdia, porque só assim se gera uma paz duradoura! Invoco sobre toda a amada Nação ruandesa a materna protecção de Nossa Senhora de Kibeho. Recordo com afecto os Bispos ruandeses que vieram aqui, ao Vaticano, na semana passada. E convido todos, agora, a rezar a Nossa Senhora, a Nossa Senhora de Kibeho.

Rezemos também pelas vítimas do vírus ébola que se desenvolveu na Guiné e nos países confinantes. O Senhor apoie os esforços para combater este início de epidemia e para garantir cura e assistência a todos os necessitados.

Saúdo também o grupo de brasileiros Fraternidade tráfico humano.

E agora gostaria de fazer um gesto simples. Nos domingos passados sugeri a todos que se munissem de um pequeno Evangelho, para levar convosco durante o dia, para o poder ler com frequência. Depois voltei a pensar na antiga tradição da Igreja, durante a Quaresma, de entregar o Evangelho aos catecúmenos, a quantos se preparam para o Baptismo. E hoje desejo oferecer a vós que estais aqui na Praça — mas como sinal para todos — um Evangelho de bolso [mostra o livrinho]. Ser-vos-á distribuído gratuitamente. Há pontos na praça onde estão a ser distribuídos. Eu vejo-os lá, lá e lá... Aproximai-vos desses pontos e aceitai um Evangelho. Aceitai-o, levai-o convosco, e lede-o todos os dias: é precisamente Jesus que nele vos fala! É a Palavra de Jesus: esta é a Palavra de Jesus!

E com Ele digo-vos: recebestes de graça, dai de graça, dai a mensagem do Evangelho! Mas talvez haja entre vós quem não acredita que seja gratuito. «Mas quanto custa?» Quanto devo pagar, Padre?». Façamos o seguinte: em troca desta oferta, fazei um acto de caridade, um gesto de amor gratuito, uma oração pelos inimigos, uma reconciliação, algo...

Hoje podemos ler o Evangelho também com muitos instrumentos tecnológicos. Pode-se levar connosco a Bíblia inteira num telemóvel, num tablet. Importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, mas ler a Palavra de Deus: é Jesus que nela nos fala! E aceitá-la de coração aberto. Assim o boa semente dá fruto!

Desejo-vos bom domingo e bom almoço! Até à próxima!





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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Papa Francisco a las claras.



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Papa Francisco a las claras.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

We would like to share with you a very sweet video of Pope Francis meeting people and children in his popemobile tour at the audience



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We would like to share with you a very sweet video of Pope Francis meeting people and children in his popemobile tour at the audience

domingo, 10 de novembro de 2013

Vidas interrompidas entre deserto e mar








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Na audiência geral o Papa Francisco recordou a dramática vicissitude da menina doente de amiotrofia muscular espinhal

  • Um gesto de caridade por Noemi
  • E convidou a não sermos áridos nem indiferentes diante do sofrimento do próximo



MARIO PONZI


Houve quem chorou esta manhã na praça de São Pedro. Chorou enquanto o profundo silêncio que se apoderou da praça se transformou em oração. Uma oração pedida pelo Papa Francisco por uma menina que está prestes a ir para o céu. "Chama-se Noemi" informou o Papa. "Esta manhã fui visitá-la" e ela "sorria, coitadinha!". "Façamos um acto de amor por ela" mesmo "se não a conhecemos" porque ela "é uma de nós". Noemi, uma criança que nasceu há dezasseis meses na província de Chieti, aguarda que a doença genética que a atingiu - a amiotrofia muscular espinhal (Ame) - conclua inexoravelmente o seu percurso. Ao lado dela só o amor impotente do pai Andrea e da mãe Tahereh. E desde o dia 14 de Outubro deste ano, ou seja, desde quando o telemóvel de Andrea Sciarretta tocou anunciando o telefonema, aos pés do seu berço de dor está também o amor do Papa Francisco. Nunca mais os deixou sozinhos. Pediu ao arcebispo Krajewski, o seu esmoler, que os seguisse de perto. Desde então os contactos foram frequentes. A última vez que D. Krajewski os visitou nos Abruzos foi no dia de Todos os Santos. O Papa quis que lhes levasse pessoalmente os seus votos e que rezasse com eles como se fosse ele a fazê-lo.
Depois ontem de manhã um telefonema angustiado ao telemóvel do esmoler: "Padre, sou o Andrea. Já não há mais tempo. Noemi está a morrer...". "Vem, vem imediatamente. Sem dúvida, o Papa receber-vos-á". O tempo de se organizar e esta manhã cedo, a viagem para Roma. Às 9h00 o Papa Francisco abraçava Noemi. Acariciou-a ternamente, beijou-a comovido, abençoou-a jubiloso com a mesma alegria que extraordinariamente iluminava o rosto de Noemi. Certamente não sabe o que lhe está a acontecer, sobretudo não sabe porquê precisamente a ela; mas nos seus olhos entrevê-se aquela luz que, como escreveu o pai na carta enviada ao Papa nos primeiros dias de Outubro, transmite a quem olha para ela "coragem e força de viver".
A história de Noemi tornou-se de domínio público há alguns meses, quando na Itália explodiu a polémica sobre a chamada "cura estaminal", um protocolo terapêutico que prevê o uso de células estaminais para curar doenças neurodegenerativas como precisamente a amiotrofia muscular espinhal de que sofre Noemi, a esclerose lateral amiotrófica e outras. Noemi nasceu a 31 de Maio de 2012. Em Outubro foi-lhe diagnosticada a Ame. É uma condenação à morte. Só tem alguns meses de vida. Começou assim o seu longo calvário com os pais que sentem crescer o amor pela sua menina em igual medida do desânimo devido a uma impotência evidente. Ouvem falar da cura estaminal e dos progressos de outra criança nas mesmas condições de Noemi. Pedem, segundo a praxe quando se trata de curas estaminais, a autorização ao juiz. É-lhes negada. Apresentam recurso mas entretanto Noemi piora. É internada em Bolonha devido a uma grave pneumonia. Arrisca a vida. E precisamente naqueles dias chega o não definitivo. Começam a perder todas as esperanças. Unem-se aos muitos doentes que decidem manifestar acampando em Roma na praça Montecitorio. Certamente não podem ficar tanto tempo como fazem os outros. Mas permanecem solidários também quando morre o primeiro daqueles que tinham ido à praça para reclamar o direito de tentar todas as vias possíveis para voltar a dar vida à esperança.
Algo surge em Andrea quando ouve na televisão "um homem santo - escreverá depois na carta ao Papa - convidar todos a não deixar que lhes roubem a esperança". Abandonados por um mundo totalmente indiferente ao sofrimento do próximo, Andrea decide escrever ao Santo Padre. Uma carta cheia de amor, dir-lhe-á depois o Papa Francisco ao telefone. "Padre, apelamos para si". Peço-lhe que nunca nos abandone, não abandone Noemi. Um Estado não pode decidir se devemos viver ou morrer. Peço-lhe isto com humildade, caridade e amor".
O Papa Francisco não os abandonou. Telefonou ao pai de Noemi e depois de lhe ter garantido a sua proximidade "perguntou-me - contou Andrea - o que poderia fazer por mim. Dei-lhe a entender que somos invisíveis aos olhos de todos. Pedi-lhe que se tornasse presente também com os outros que vivem os meus mesmos sofrimentos".
A oração desta manhã na praça de São Pedro foi a primeira resposta do Papa Francisco. Mas se garantiu a Andrea que continuará a seguir o seu caso deve-se considerar que o fará certamente. Entretanto, D. Krajewski está pronto para ir entre quantos manifestaram na praça Montecitorio, acompanhado pelo médico pessoal do Papa, para expressar a proximidade do próprio Pontífice o qual "pretende partilhar com aqueles doentes - disse-nos o esmoler - todos os momentos do seu sofrimento e o seu médico pessoal, se for necessário".

(©L'Osservatore Romano - 7 de novembro de 2013)


O Santo Padre no cemitério romano do "Verano" 

  • Vidas interrompidas entre deserto e mar







Existências interrompidas entre deserto e mar, enquanto "procuravam a libertação, uma vida mais digna". Vidas que o Papa Francisco não consegue esquecer. E assim no dia 1 de Novembro, solenidade de todos os Santos, as vítimas de mais uma tragédia da imigração estiveram no centro de um dia marcado pela recordação, em comemoração de quantos nos precederam na outra "margem" onde se lança "a âncora da esperança" cristã. Uma esperança que no "Verano" foi simbolicamente representada pela rosa vermelha depositada sobre uma das sepulturas históricas do cemitério monumental romano, onde o Papa Francisco celebrou a missa pelos finados, retomando uma antiga tradição interrompida há vinte anos. O Pontífice improvisou a homilia, para que fosse compreensível na sua simplicidade espontânea e que, portanto, pudesse captar de modo imediato a imagem "tão bonita" daquele Céu - do qual falava o trecho do Apocalipse lido durante a celebração - ao qual só podemos aceder se formos lavados pelo sangue de Cristo. E no Angelus na praça de São Pedro, o Papa Francisco relançou a mesma imagem da humanidade sofredora, por causa do ódio trazido ao mundo "pelo diabo". E pediu orações pelas vítimas deste ódio.

(©L'Osservatore Romano - 7 de novembro de 2013)


sábado, 9 de novembro de 2013

A água que corre na Igreja







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2013-11-09 L’Osservatore Romano

É necessário rezar para que a Igreja possa fazer correr sempre a água da graça, esteja sempre fundada em Cristo e lhe permaneça fiel, e os seus membros se deixem converter sempre por Jesus. Recomendou o Papa Francisco aos fiéis que participaram na missa celebrada na capela da Casa de Santa Marta esta manhã, sábado 9 de Novembro.
O Pontífice frisou o significado da festa litúrgica da dedicação da basílica Lateranense, catedral de Roma e «mãe de todas as igrejas da cidade»: trata-se - disse – da festa da cidade de Roma, da Igreja de Roma, da Igreja universal. Depois tirou das leituras «três ícones» que falam da Igreja. Da primeira (Ezequiel47, 1-2.8-9.12) e do salmo 45, o ícone do rio de água que brota do Templo e que alegra toda a cidade de Deus, imagem da graça que ampara e alimenta a vida da Igreja. Da segunda leitura (1 Coríntios 3, 9-11.16-17), o ícone da pedra, que é Jesus Cristo, fundamento sobre o qual está constituída a Igreja. Do evangelho da purificação do Templo (João 2, 13-22), o ícone da reforma da Igreja: Ecclesia semper reformanda, porque os membros da Igreja são sempre pecadores e precisam de conversão.

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09/11/2013
A nossa vida deve estar centrada no essencial: em Jesus Cristo. Todo o resto é secundário.
08/11/2013
Zbliżamy się do zakończenia Roku Wiary. Panie, pomóż nam w tym czasie łaski wziąć Ewangelię na serio!
08/11/2013
Está a chegar ao fim o Ano da Fé. Senhor, ajudai-nos neste tempo de graça a levar a sério o Evangelho.
07/11/2013
Os santos são pessoas que se deixam possuir totalmente por Deus. Não têm medo de ser ridicularizados, incompreendidos ou marginalizados.
05/11/2013
É preciso coragem para permanecer fiéis e coerentes ao Evangelho.

EVENTOS DO VATICANO
10/11/2013
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REFLEXÃO ESPIRITUAL

Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo

Que é o homem para que te lembres dele? (Sl 8,5). Sou pequenino e grande, humilde e excelso, mortal e imortal,terreno e celeste. Faz-se mister ser eu sepultado com Cristo, ressurgir com Cristo, ser co-herdeiro de Cristo, tornar-me filho de Deus e até Deus mesmo. Tudo isto nos indica o grande mistério: é Deus que por nossa causa assumiu a humanidade e se tornou pobre, a fim de erguer a criatura prostrada, trazer a salvação à imagem e renovar o homem. Para sermos todos um só no Cristo, que, perfeitamente em todos nós, se fez tudo aquilo que ele próprio é. [...]

Pedindo pouco, [Deus] dá o máximo aos que o amam com sincero afeto do coração, desde agora e no futuro. Por causa de nosso amor para com ele e da esperança, que tudo desculpa, tudo suporta. Por tudo dando graças (coisa que muitíssimas vezes é instrumento de salvação, a Palavra o sabe). [...]

Ó Senhor, [...] quando chegar a hora... recebe-nos, preparados e não perturbados por temor a ti. Sem voltar as costas ao dia derradeiro e de má vontade, como costumam proceder aqueles que se apegam ao mundo e à carne, arrancados à força. Mas com prontidão e ardor, partindo para aquela feliz e intérmina vida que está em Cristo Jesus, nosso Senhor, a quem a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

O pão sujo da corrupção



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2013-11-08 L’Osservatore Romano

Os administradores corruptos «devotos da deusa ilegalidade» cometem um pecado grave contra a dignidade» e dão a comer aos próprios filhos «pão sujo»: a esta «astúcia mundana» deve-se responder com a «astúcia cristã» que é «um dom do Espírito Santo». Disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada sexta-feira, 8 de Novembro, na capela da Casa Santa Marta, propondo uma reflexão sobre a figura do administrador desonesto descrita no trecho litúrgico do Evangelho de Lucas (16, 1-8).

«O Senhor – disse o Papa – volta a falar-nos do espírito do mundo, da mundanidade; como age esta mundanidade e quanto é perigosa. E Jesus, precisamente ele, na oração depois da ceia da quinta-feira santa rezava ao Pai para que os seus discípulos não caíssem na mundanidade», no espírito do mundo.

O administrador descrito na página evangélica é «um exemplo de mundanidade. Algum de vós – fez notar o Pontífice – poderá dizer: mas este homem fez o que todos fazem». Na realidade «nem todos!»; este é o modo de agir de «alguns administradores do governo. Talvez não sejam muitos». Em suma «é um pouco daquela atitude do caminho mais breve, mais cómodo para ganhar a vida». O Evangelho narra que o homem rico «elogiou aquele administrador desonesto». E este – comentou o Papa - «é um louvor à ilegalidade. O costume da ilegalidade é mundano e muito pecador». Certamente é um hábito que nada tem a ver com Deus.

Com efeito, prosseguiu, «Deus deu-nos este mandamento: levar o pão para casa com o nosso trabalho honesto». Ao contrário «este administrador dava aos seus filhos pão sujo. E os seus filhos, talvez educados em colégios caros, talvez crescidos em ambientes cultos, tinham recebido do seu pai sujidade como alimento. Porque o seu pai levando para casa pão sujo tinha perdido a dignidade. E este é um pecado grave». Talvez, especificou o Papa, «se comece com um pequeno suborno, mas é como a droga». E mesmo se o primeiro suborno é «pequeno, depois vem outro e outro ainda; e acaba-se com a doença da dependência da ilegalidade».

Estamos diante, afirmou, de «um pecado muito grave porque vai contra a dignidade. Aquela dignidade com a qual nós somos ungidos com o trabalho. Não com a ilegalidade, não com esta dependência da astúcia mundana. Quando lemos nos jornais ou vemos na tv alguém que escreve ou fala de corrupção, talvez pensemos que a corrupção é uma palavra. Corrupção é isto: não ganhar o pão com dignidade».

Mas há outro caminho, o da «astúcia cristã» - entre aspas», disse o Papa – que permite «fazer as coisas com um pouco de rapidez mas não com o espírito do mundo. O próprio Cristo o disse: astutos como as serpentes, puros como as pombas». Combinar «estas duas» realidades é «uma graça» e «um dom do Espírito Santo». Por isso devemos pedir ao Senhor que sejamos capazes de praticar a «honestidade na vida, aquela honestidade que nos faz trabalhar com rectidão, sem entrar nesse círculo».

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08/11/2013
Zbliżamy się do zakończenia Roku Wiary. Panie, pomóż nam w tym czasie łaski wziąć Ewangelię na serio!
08/11/2013
Está a chegar ao fim o Ano da Fé. Senhor, ajudai-nos neste tempo de graça a levar a sério o Evangelho.
07/11/2013
Os santos são pessoas que se deixam possuir totalmente por Deus. Não têm medo de ser ridicularizados, incompreendidos ou marginalizados.
05/11/2013
É preciso coragem para permanecer fiéis e coerentes ao Evangelho.
04/11/2013
Obrigado a todos os missionários, homens e mulheres que, sem fazer barulho, tanto trabalham pelo Senhor e pelos irmãos.

EVENTOS DO VATICANO
09/11/2013
Aula Paolo VI, Vaticano
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REFLEXÃO ESPIRITUAL
Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo

Que é o homem para que te lembres dele? (Sl 8,5). Sou pequenino e grande, humilde e excelso, mortal e imortal,terreno e celeste. Faz-se mister ser eu sepultado com Cristo, ressurgir com Cristo, ser co-herdeiro de Cristo, tornar-me filho de Deus e até Deus mesmo. Tudo isto nos indica o grande mistério: é Deus que por nossa causa assumiu a humanidade e se tornou pobre, a fim de erguer a criatura prostrada, trazer a salvação à imagem e renovar o homem. Para sermos todos um só no Cristo, que, perfeitamente em todos nós, se fez tudo aquilo que ele próprio é. [...]

Pedindo pouco, [Deus] dá o máximo aos que o amam com sincero afeto do coração, desde agora e no futuro. Por causa de nosso amor para com ele e da esperança, que tudo desculpa, tudo suporta. Por tudo dando graças (coisa que muitíssimas vezes é instrumento de salvação, a Palavra o sabe). [...]

Ó Senhor, [...] quando chegar a hora... recebe-nos, preparados e não perturbados por temor a ti. Sem voltar as costas ao dia derradeiro e de má vontade, como costumam proceder aqueles que se apegam ao mundo e à carne, arrancados à força. Mas com prontidão e ardor, partindo para aquela feliz e intérmina vida que está em Cristo Jesus, nosso Senhor, a quem a glória pelos séculos dos séculos. Amém.


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